sábado, 9 de janeiro de 2010

Ramatis, Apometria e Universalismo Espiritual - 1

Hercílio Maes, o principal psicógrafo de Ramatis, assinalou a tarefa do mestre na Terra como condutor daqueles que foram degredados para cá,  desde a época das cavernas, provindos do sistema de Capela.
Missão sublime e acolhedora para todos que viemos exilados de outros orbes num verdadeiro processo de redenção. Afinal, o Pai não pune ninguém, apenas possibilita novas oportunidades de aprendizado.
Ainda segundo Maes, no século 19, Ramatis realizou a integração entre duas fraternidades importantes: a Ordem da Cruz e da Rosa com a Ordem do Triângulo, promovendo a união astral entre dois ramos de conhecimento e desenvolvimento espiritual, integrando Ocidente e Oriente.
Na década de 50, do século passado, Maes começou a publicar os livros de Ramatis. Em todos eles, permanece a mesma tônica de asseverar que os caminhos enegético-espirituais podem ser variados, mas trazem a mesma possibilidade: o autoconhecimento como caminho para a consciência de si mesmo.
Em outras palavras, a Radiestesia, a Homeopatia, a Astrologia, a Cromoterapia, entre as várias práticas detalhadas por Ramatis, puderam ser compreendidas à luz do conhecimento energético de quem vive no plano astral.

Ramatis, Apometria e Universalismo Espiritual - 2

Praticamente contemporâneo de André Luiz – nesta etapa do início da publicação dos seus primeiros livros -, Ramatis ressalta a necessidade de termos uma alimentação vegetariana. André Luiz mostra, em “Nosso Lar”, que na vida no astral temos a necessidade de nos alimentar, geralmente com sucos e vegetais. E, como não existe carne bovina ou de outro tipo animal, pode-se ter dificuldades no período de readaptação.
Depois do desencarne de Maes, outros médiuns continuaram psicografando livros de Ramatis. A grande mensagem de Ramatis está no teor universalista da vida em todas as suas instâncias.
O servir ao próximo, a solidariedade, a caridade, o perdão, o não julgamento estão em primeiro plano. Tudo como nos ensina Mestre Jesus no seu Evangelho.
São esses preceitos que servem de base para a Apometria. O trabalho é realizado em estreita conexão com a Espiritualidade. Somos apenas instrumentos da ação maior – buscando o constante aprimoramento.

Ramatis, Apometria e Universalismo Espiritual - 3

Não se julga o atendido, nem o que a Espiritualidade coloca durante o tratamento, muito menos nossos companheiros de jornada.
Respeitam-se as linhas diferenciadas de atuação dos grupos apométricos. Cada qual tem a sua tarefa específica e, portanto, utiliza determinadas técnicas com mais ênfase.
Cada tratamento torna-se processo de autocrescimento. Aprende-se sempre com os irmãos que são socorridos.
Os magos, por exemplo, que caíram um dia na sua jornada de crescimento espiritual, são nossos professores a propósito da lembrança permanente do “Orai e Vigiai”.
Ramatis é um dos mentores da Apometria.

O exercício do Amor - 1

Os caminhos misteriosos não servem para questionarmos inconformados, servem para “bem-evoluirmos”.
Não cabe a nós indagar as maneiras que o infinito Cosmos escolhe fazer nosso coração compreender grandiosas lições.
Cabe compreender que a forma dos acontecimentos é proporcional àquilo que nos despertará para a verdade consoladora.
Quem sabe do “todo” é o Pai Criador e é a ele que devemos depositar nossa aceitação, para darmos bom rumo à nossa passagem na Terra.
Se as estradas nos levaram a enxergar uma benção ou uma derrota, não importa de fato, o que importa é como escolhemos lidar com as situações e adversidades e assim encarar nossa evolução no dia-a-dia - como escolhemos viver daqui para a eternidade celestial.
Graças aos “supostos enganos” temos a oportunidade - temos sempre! - de conhecer pessoas esplêndidas, de viver momentos únicos e de melhorar a conduta de maneira que, num passado não muito distante, talvez tenha surgido o equívoco de nos julgarmos incapazes de melhorar a atitude, de amenizar a sensação para lapidar um puro, fraterno e benevolente sentimento.
Com todos nós – cada um em sua gama de aprendizados e méritos – é assim, tenhamos certeza disso.

O exercício do Amor - 2

Se hoje você é capaz de “ver com olhos de ver” algumas ações que gostaria de mudar, tenha plena tranquilidade no seu coração que sempre há tempo para transformar os dias vindouros em pura luz.
Claro que isso não significa que as dificuldades desaparecerão por completo, mas elas terão um significado mais leve, afinal, como já diriam alguns mestres, nossas dificuldades são nossas necessidades.
Se o ontem foi representado por desvios, que o hoje seja conduzido por reflexões – não indagações lamuriosas de autoflagelo e vitimismo – para construir um amanhã mais maduro e consciente.
As fases de amadurecimento causam certa “tristeza” porque faz-se necessário abrir mão de condutas que não acalentam nem preenchem mais o coração – a prática do desapego marcando sua presença na elevação da alma.


O exercício do Amor - 3

A boa parte disso é que aprendemos a valorizar a pureza dos sentimentos verdadeiros, aprendemos  a respeitar mais o próximo, purificamos os instintos, depuramos e dissolvemos traumas e ilusões e nos desapegamos de crenças e decretos vazios.
Assim abrimos espaços para novos rumos, mais lições e mais amor. O amor de dentro para fora. O amor inquestionável que traz compreensão e acalanto.
O amor que nos ergue e fortalece para permanecer na jornada de luz.
O amor que nos ajuda a valorizar os queridos do convívio.
O amor que nos sensibiliza para perceber a fraternidade dos que nos são caros.
O amor que nos torna humildes para pedir sincero perdão.
O amor  que nos torna dignos de receber o perdão honesto.
O amor que nos preenche de luz celestial e auxilia na disciplina, na boa conduta, no exercício constante de agradecer cada minuto da vida aqui e agora.


O exercício do Amor - 4



Se as provas não existissem, hoje como “ignorantes” talvez não conseguíssemos melhorar o quanto nos propusemos nesta passagem, talvez não enxergássemos com a clareza necessária a trilha dourada que temos pela frente. Sem os desvios do passado  talvez não tivéssemos condição de reparar e vigiar as atitudes do presente.
Quando o desânimo fizer lugar, que sejamos hoje trabalhadores ativos de fato e tenhamos a disciplina do exercício responsável e consciente de encaminharmos nossos pensamentos à vereda do caminho divino, que nos possibilita a redenção e a fé inabalável . Que o sorriso de uma criança nos preencha de alegria porque sabemos que é parte de nós. Que o encontro com os amigos nos glorifique porque sentimos a fortaleza da união. Que a misericórdia do Pai nos ensine para emanarmos este mesmo amor a todo e qualquer irmão.
Afinal, somos centelhas divinas, somos todos UM.
Amigos fraternos do HBM